Chapéu - História

O chapéu está em alta, nesta estação da moda, principalmente entre os blackers - pessoalzinho que curte soul, R&B, Jazz, Rap e por aí vai - e também entre os modinhas dos emos. Só pra você ter uma idéia do poder deste adereço, desde antes de 2008 já havia entrado pra moda e até hoje está em alta, outono/inverno após outro.

O nome provém do latim antigo "cappa", "capucho" que significa peça usada para cobrir a cabeça, porém o nome que usamos hoje veio do francês antigo chapel, atual chapeau.
As primeiras modalidades de proteção para cabeça surgiram por volta do ano 4.000 a.C. no antigo Egito, na Babilônia e na Grécia quando o uso de faixas na cabeça tinha a finalidade de prender e proteger o cabelo, esconder a cabeça do ardente sol. A faixa estreita colocada em torno da copa dos chapéus da atualidade (faixa, fita ou bandana) é um remanescente desse primeiro tipo de proteção para a cabeça. Mais tarde originaram-se os turbantes, as tiaras e as coroas, usadas por nobres, sacerdotes e guerreiros como símbolo de status social, costume que perdura até hoje.


Ele surgiu para a proteção da cabeça, ainda na pré-história, devido a sol escaldante, frio, chuva, e utilizado primariamente pelo homem, já que era o responsável pela defesa da tribo ou do clã, sendo depois estendido para a caracterização dos níveis sociais: os reis usavam coroas, os sacerdotes a mitra e os guerreiros o elmo.

O primeiro era uma espécie de gorro feito em couro, ou em tecido, como os antigos turbantes já presentes cerca de 4.500 anos a.C

Cerca de 3.000 a.C., na Mesopotâmia, surgem os chapéus que trazem uma mistura de elmo com capuz, já 2.000 a.C. ele evolui para um formato mais aprimorado. Tornando-se um adereço de dignidade que espressa status, usado pela elite, clero e militares do Antigo Egito.

Já o primeiro chapéu que mais se aproxima com o que hoje em dia é utilizado é o pétaso grego, cuja origem remonta ao século IV a.C., junto ao píleo. O primeiro encontrou sua forma romana, junto ao capucho, sendo este povo o primeiro a criar um capacete. O pétaso tratava-se de um chapéu dotado de copa baixa e abas largas que os gregos faziam uso em suas viagens como uma forma de proteção. Era um tipo prático, ajustável, podendo ser retirado com facilidade, tendo perdurado na Europa por toda a Idade Média (de 476 a 1.453).

Na Antiga Roma (por volta do ano 1.000 a.C.), os escravos eram proibidos de usar chapéus. Quando eram libertados passavam a adotar uma espécie de chapéu semelhante ao barrete (boné em forma de cone, com a ponta caída para um lado parecido com o do Papai Noel, ou num exemplo mais próxima a nossa cultura, com o Saci-Pererê), em sinal de liberdade. Este tipo foi revivido durante a Revolução Francesa (final do século XVIII), chamado de "bonnet rouge" e se tornou um símbolo do partido republicano durante a República. Outro tipo bastante parecido com o barrete foi o capuz, unido ou não a um manto, amplamente usado na Idade Média.

Ele se trata de uma peça de vestuário tão importante no look quanto qualquer outra peça, e possui inúmeros variantes, que tem a função principal de proteger ou enfeitar a cabeça, servindo ainda para indicar hierarquia, função, condição social ou até mesmo o local de origem.

Nas casas, no comércio e em repartições públicas até meados do século XX o porta-chapéus era um móvel presente e indispensável - uma vez que as regras de etiqueta não permitiam o uso do adereço em lugares cobertos.



Ósculos e amplexes,




Fontes:
Wikipédia

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