Nutrição para os muscúlos

É fato que uma boa alimentação é essencial para uma vida saudável, principalmente quando se está fazendo musculação, porque para que haja um aumento e definição dos músculos esses necessitarão ser regrados com mais nutrientes.

Infelizmente não há uma alimento que contenham todos nutrientes necessários, mas sim vários grupos como: carnes (vermelhas e brancas), leite e derivados, ovos, frutas, vegetais e cereais.

A carne é definida pela constituição de tecidos animais – via de regra o tecido muscular – envolvendo ainda as vísceras. E são subdivididas entre vermelhas (bovinos, suínos, ovinos e caprinos, búfalo, coelho, etc) e brancas (provenientes dos pescados e aves domésticas: galinhas, frangos e perus, mas especialistas distinguem nas aves dois tipos de músculos: os do peito, efetivamente brancos, e os da coxa, com predominância de fibras vermelhas.)


A carne pode ser considerada como um alimento nobre para o homem, pois serve para a produção de energia, de novos tecidos orgânicos e para a regulagem dos processos fisiológicos, respectivamente, a partir das gorduras, proteínas e vitaminas constituintes. Contudo, o grande mérito nutricional da carne são a quantidade e a qualidade dos aminoácidos constituintes dos músculos, dos ácidos graxos essenciais e das vitaminas do complexo B presentes, tendo também importância o teor de ferro.

Proteínas
A carne se caracteriza pela natureza das proteínas que a compõem, não somente do ponto de vista quantitativo como qualitativo. Além de sua riqueza em ácidos aminados essenciais, ela contém água, gordura, vitaminas, glicídios e sais minerais como elementos nutritivos complementares.

As proteínas são essenciais para a formação de músculos, enzimas, células como anticorpos e leucócitos, hormônios, e ajudam no processo de cicatrização dos tecidos, estando envolvidas com todo o funcionamento do organismo.

Elas são macronutrientes (assim como os carboidratos e os lipídios) essenciais para o organismo. Aminoácidos são os componentes das proteínas. Existem no total cerca de 20 aminoácidos, há aqueles não-sintetizados naturalmente em quantidade e proporções adequadas pelo organismo, os quais são considerados como aminoácidos essenciais, devendo, portanto estar presentes na alimentação.

Fazem exceção as proteínas do tecido conjuntivo, constituídas, principalmente, pelo colágeno e pela elastina, mais pobres em aminoácidos essenciais e de menor digestibilidade. As proteínas da carne são digestíveis num percentual entre 95% a 100%, enquanto que as vegetais o são apenas entre 65% e 75%.

Além das proteínas, a carne contém alguns compostos nitrogenados não-protéicos, como ácidos aminados livres, peptídeos simples, aminas e cratina que mesmo de pouco valor nutritivo, constituem fonte potencial de nitrogênio para aminoácidos e síntese de proteína.

Sempre que uma carne ou seu derivado for rico em colágeno, glicina, prolina e hidroxiprolina, ou seja, contiver elevado conteúdo de tecido conjuntivo, seu valor biológico será mais baixo.

Lipídios
Os lipídios desempenham um relevante papel na alimentação, graças ao seu valor energético (8,5 cal/g), aos ácidos graxos essenciais, às vitaminas lipossolúveis e aos fosfolipídios. Assim como as proteínas, os lipídios também são variáveis na composição da carne, pois existe nela em percentuais bastante oscilantes.

E entre as espécies de corte o teor de gordura é bastante variável com destaque para os suínos, bovinos e ovinos em que a porcentagem de gordura pode ser também bem oscilante. O valor calórico dos lipídios da carne procede dos ácidos graxos, dos triglicerídeos e dos fosfolipídios, sendo encontrados em proporções variadas, o que faz oscilar a proporção de proteína e dos demais componentes.

A constituição dos lipídios com as vitaminas lipossolúveis e ácidos graxos essenciais, permite um desempenho das gorduras, além de sua função energética fundamental. São essenciais os ácidos graxos linoléico e araquidônico, não havendo concordância quanto à inclusão entre eles do ácido linolénico. Os fosfolipídeos são fundamentais na estrutura das paredes celulares, contribuindo na regulação do metabolismo celular. Sua concentração nos tecidos magros é relativamente constante, contendo menor proporção de ácidos graxos poliinsaturados.

O colesterol é um componente importante da membrana celular, particularmente do cérebro e do sistema nervoso. É importante na síntese de ácidos biliares, hormônios da adrenal e hormônios sexuais. A maior parte do colesterol é sintetizado no fígado (que de um indivíduo normal produz entre 800 mg e 1.500 mg por dia). A recomendação de ingestão diária de colesterol é de até 300 mg. Ele é mantido em quantidades variáveis nas gorduras da carne e aumenta conforme a ingestão de carnes muito gordurosas, o que permite doenças cardiovasculares. Contudo, a comunidade científica médica ainda discute a real importância do colesterol e das gorduras saturadas no desencadeamento de distúrbios vasculares.

Há pessoas que são sensíveis a dimunuição do colesterol através de dietas, o que faz com que o mesmo aumente, porém são pucas essas pessoas. É normal uma redução do colesterol entre 10% a 15% de seu nível, atualmente que, para manter o colesterol sangüíneo baixo, a dieta deve ser pobre em lipídios totais, colesterol e ácidos graxos saturados.

Os ácidos graxos que integram os triglicerídeos da carne dos mamíferos de açougue são relativamente saturados. Os mais saturados são o palmítico e o esteárico; o ácido insaturado mais abundante é o oléico. Por estas razões, as gorduras da carne são geralmente tidas como saturadas, enquanto que as gorduras vegetais são descritas como insaturadas ou poliinsaturadas.

Vitaminas
As vitaminas são indispensáveis e exercem sua ação em doses muito reduzidas, quase sempre como componentes de enzimas do organismo. Das aproximadamente 14 vitaminas atualmente conhecidas, algumas não têm maior importância prática.

As mais freqüentes na carne pertencem ao complexo B e, dentre as lipossolúveis (que se dissolvem com a gordura), encontra-se, principalmente, a vitamina A. Em menor volume, a carne dispõe das vitaminas D, E e K e, em menor proporção ainda, de ácido ascórbico. Tendo em vista sua solubilidade, as vitaminas são classificadas em lipossolúveis: A, D, E e K, e hidrossolúveis (solúveis em água) que são as do complexo B e ácido ascórbico.

Glicídios
Os glicídios são escassos no organismo animal. A maior parte deles localiza-se nos músculos e no fígado. Seu maior mérito é participar do metabolismo energético e da estrutura dos tecidos. Os que se encontram na carne desempenham importante papel no que se refere ao pH (escala de valores que representa se o nível é ácido, neutro ou alcalino/básico). As carnes contêm, principalmente, glicogênio, mas dispõem também de açúcares livres, em especial glicose e frutose independentemente de maltose e ribose.

A proporção de glicogênio na carne de bovinos recém-sacrificados situa-se em volta de 3% e na de suínos em torno de 4,5%, porém durante o processo de maturação - com a acidez - esse índice cai consideravelmente, por isso que atualmente, a proporção de glicídios é aumentada pela adição de açucares, produtos amiláceos e outros aditivos, permitidos por legislação vigente, durante o processamento da carne.

Há ainda outros componentes mineiras que estão presentes no organismo como, ouro, prata, alumínio, estanho, flúor, bismuto e gálio que por não terem uma participação no processo biológico são dificilmente lembrados.

Os sais minerais da carne são associados ao tecido magro e entre os microminerais o ferro é o principal, pois participa de processos bioquímicos importantes como conversão do beta caroteno em vitamina A, síntese de colágeno, formação de purina como ácido nucléico, retirada de lipídeo do sangue, desintoxicação de drogas no fígado, produção de anticorpo e síntese de carnitina, um aminoácido importante.

A quantidade de ferro no corpo é de 4 gramas distribuído pelas células e enzimas, como ferro funcional e no fígado, baço e medula óssea onde é armazenado. O ferro funcional constitui cerca de 2/3 deste elemento no organismo e está presente na hemoglobina, mioglobina, e enzimas celulares participando nos mais variados processos biológicos, dos quais o principal é o transporte de oxigênio e gás carbônico feito pela hemoglobina das células sangüíneas vermelhas e pela mioglobina do músculo.

O ferro presente na dieta apresenta dupla forma: heme (vindo do tecido celular animal ele é mais absorvido pelo corpo, mas os alimentos o contém em pequenas quantidades e promove a absorção da forma inorgânica) e a forma não-heme ou inorgânica (este é encontrado em maior quantidade em frutas, vegetais, grãos, ovos, leite e derivados, carnes bovina, suína, de peixes e de aves; porém de de menor absorvição).

A absorção de ferro inorgânico é aumentada de 2 a 4 vezes quando se consome carne vermelha, peixe ou frango em alguma refeição, isto só ocorre diante de tecido muscular, algo que não acontece com frutas ou derivados animais que não são musculares como leite, queijo, ovos etc. Isto deve ser avaliado ao quando se trata de um balanceamento de refeições.

Água
A água está contida no tecido muscular, em proporção variável entre 71% e 76%, desempenha importante função nos processos vitais como solvente das substâncias orgânicas e inorgânicas, bem como de soluções coloidais (proteínas, carboidratos). Ela permite, nestas condições, o transporte e a reação das substâncias no organismo. No mundo animal estão permanentemente implicadas as reações de hidratação, desidratação e hidrólise (reação de decomposição ou alteração de uma substância pela água). Além de constituir o meio de dissolução em que ocorrem os processos metabólicos, funcionando, às vezes, como reagente, a água constitui cerca de 85% das moléculas representadas pelas células.

Além disso, a estrutura de uma série de moléculas de grande interesse bioquímico está condicionada pela sua interação com a água, como ocorre com lipídios, proteínas e outros. A presença de água nos músculos dos bovinos varia num teor de 70% a 75%. Em suínos, a variação ocorre em limites mais estreitos, ou seja, entre 72,49% a 74,81%.

Biologicamente, a água mostra-se também como excelente solvente para diversos compostos orgânicos, devido a sua polaridade e capacidade de formação de pontes de hidrogênio, além de dissociar os eletrolíticos fracos dos grupos carboxila e a função amina, que constituem compostos orgânicos das células. Sendo a água meio de dispersão da célula, tem ainda acentuada influência nas propriedades das moléculas dispersas. Nos biossistemas, a água é um meio de dispersão da matéria viva. Deste modo, as reações biológicas somente ocorrem na presença dessa substâncias ou em meios aquosos.

A água é um elemento quimicamente ativo e não apenas um meio inerte. Nos sistemas biológicos, a água é normalmente classificada em dois tipos, dependendo se está mais ou menos disponível: água livre e água ligada. Preferem alguns autores falar em “atividade da água biológica”, classificando esta como água biologicamente ativa e água estrutural. A primeira é necessária aos biossistemas quando em atividade. A última serve de proteção à estrutura, não podendo ser congelada ou evaporada. A atividade da água biológica é regulada pelo conteúdo celular em água, pela concentração dos solutos e pela temperatura.

Desta forma, a água inclui entre os elementos mais importantes da carne, não somente pelo seu elevado teor como também por uma série de propriedades funcionais de interesse higiênico sanitário e tecnológico. Sendo, então, a água substância vital no processo de conservação, é preciso manter observância cuidadosa sobre determinados elementos de ordem bioquímica, físico-química e microbiológica, o que garantirá qualidade não só à matéria prima (carne) como também aos seus derivados.

O sucesso de um alimento deve-se a aceitação do consumidor. Por isso que hoje em dia há preocupação não só com o produto final, mas com todo o processo que o envolve, já que os consumidores estão ainda mais exigentes. Contudo não basta a exigência de um maior cuidado, mas também conhecer-se os valores nutricionais de cada alimento e ter uma dieta equilibrada.

Entre todos os aliementos, diferentemente do que muito se estipulou durante décadas, por milhares de vegetarianos e ecoparanóicos, a carne é o alimento mais completo e saudável - é claro que se consumido dentro de uma dieta balanceada, sem exageros.



Com informações de
Wikipédia

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

3 Segredos da oração

Desconhecido ante a mim

A maldade em mim