Problemas com perfil fake 4 [O mistério de Feiurinho]

- Para! Já chega Tonny! Eu não acredito em você! - Disse Jessy ao empurrar a carteira e sair correndo para fora da classe aos prantos. - Eu confiei em você, você é um... - Mas o resto da frase foi interrompida pelo estrondo da porta que violentamente fechou-se atrás de si.

O olhar de toda galera direcionou-se para Jessy, seguindo-a até a porta e com sua batida voltou para Tonny, era um severo olhar de asco, afinal, como poderia ter feito aquilo com uma garota tão doce, ela não merecia a verdade, mas bem que o P!nk Croux tentou-lhe avisar, aquilo era apenas paga por não ter levado em consideração a amizade de várias séries nas quais haviam dispendiosamente suportado-a.

No dia seguinte, Jessy acordou em sua larga cama com colchão de mola rodeada pelas ex-amigas-novamente-amigas, compreendeu que a mãe as devia ter deixado entrar para lhe consolar, pois chegara muito abalada da escola e havia dito que não querer mais saber dos estudos.


- Amiga você está melhor? - Katy acariciava-lhe a cabeça e passou a enluvada mão de um claro verde meio fosforescente por sua franja levantando-a, isso fez com que as lágrimas viessem-lhe aos olhos. É engraçado que quando nos pedem pra não chorar e para que nos acalmemos, acontece justamente o contrário - isso acontece exatamente pelo fato de fazer com que sintamos ainda mais auto-comiseração.
- Meninas você podem nos deixar um pouco a sós?

Quando todas saíram, Katy tentou arrancar algo de Jessy, mas sem sucesso, começou a jogar na cara dizendo que havia avisado, que não devia ter confiado em Tonny. Então, finalmente contou o que havia descoberto com Nick, que ele falara que as garotas do colégio, principalmente de sua sala eram todas fúteis, que não valiam a pena, eram muito infantis e que ele precisava de algo "diferente".
- Eu não devia ter confiado naquele... Ele me enganou. - E assim começou a chorar novamente.
- Calma amiga, tudo vai ficar bem. Vem cá! - Disse de braços abertos. - Fica assim não bebê, já passou. - Jessy parecia uma criança nos braços de Katy.


Depois de algum tempo de conversa - sem Jessy contar-lhe o que realmente acontecera - e aconselhamento Katy foi-se, deixando-lhe sozinha, para que pudesse curtir sua dor particular. Ela olhou para a tela do seu Mac e viu a página de recados lotada de scraps de Tonho, mas não quis saber de nada, "como ele pode fazer isso comigo?".

Passou-se uma semana sem que Jessy aparecesse na escola, mas Tonny acreditava que isto teria fim quando ela compreendesse os motivos do que havia feito, já que não o fizera com intenção de magoá-la, porém pensara apenas em sua felicidade, havia sido egoísta. Percebeu que a vida real é bem diferente de um teenmove e que as decisões tomadas tem um peso muito maior do que filmes e seriados possam retratar, sentir aquilo fugir-lhe do controle era penoso demais para si.

Estava indo a cantina quando escutou as antigas amigas de Jessy falar seu nome e ao ouvi-lo sentiu o coração disparar, "Será que ela vai voltar? Tomara, aí poderei pedir-lhe perdão.", estava a pensar quando perceberam sua presença ali e disseram que ela não voltaria mais por causa de um certo "alguém" - dito enfaticamente - e que arrumaria um professor particular até ir para outra escola. Aquilo acabou com seu dia e fê-lo ir embora mais cedo, sem levar em consideração um importante trabalho de química que teria de apresentar com seu grupo, embora a professora fosse maluquinha e muito legal, não estava com cabeça para explicar-lhe nada, também não estava muito afim de apresentar com aquele pessoal que não interessava-se por ele, que estavam juntos apenas por terem sido designados pela professora que insistiu que devia fazer o trabalho em equipe, sabia apenas que fizera sua parte, a dos demais quis nem conversa - olha que seu grupo era composto das cabeças mais iluminadas da classe.

No dia seguinte percebeu que a escola perdera vez por todas as únicas cores que tinha, vindas daquela garota tão especial, restava apenas um cinza que destonava a tudo e todos conforme penetravam inda mais dentro daquele epoché escola. Quando saia para o intervalo - não estava cabisbaixo, já que não tinha costume de andar prostrado, por fora seu semblante parecia como de qualquer outra pessoa, mas por dentro sentia-se acabado, desmoronando aos poucos, já que não lhe haviam mais motivos que fizessem-no sorrir - deu de cara com Rose, sua chemistry teacher's que disse estar profundamente magoada com ele por não ter aparecido para apresentar o trabalho, que esperava muito de si e que ele e todo grupo a decepcionara, disse mais: que esperava vir isso de qualquer um menos dele e de seu grupo.

Aquilo atingiu-o de tal forma que não conseguiu dizer nada, se já estava não bem, sentiu-se inda pior - como se fora possível - as suas palavras ficaram ecoando em sua cabeça: "O que está acontecendo com você Tonny?" num looping sem fim, lembrou-se ainda que antes de deixá-lo, rumo a sala dos professores, havia dito com certa tristeza no olhar que teria de lhe dar zero, o que ele aceitou apenas movimentando a cabeça, ela disse que por ser aquele trabalho de extrema relevância e por ele não ter participado sua nota final seria quatro - o que daria-lhe uma DP. "Mais deprê que estou, impossível piorar!", pensou consigo mesmo.

- Você não faz ideia como me dói fazer uma coisa dessas Tonny, justo com meu melhor aluno. Veja só que situação complicada você me colocou, você sabe que não tem como eu te ajudar?
- Sim, professora. - Disse já com o rosto abaixado e olhar mareado.
- Olha Tonny - disse Rose erguendo pelo queixo sua cabeça - não sei o que anda acontecendo com você, mas sei que você é um garoto fantástico. Lembro que assim que cheguei na escola, estava meio perdida e perguntei por um rapaz muito simpático onde ficava a sala dos professores, o que me respondeu com um belo sorriso onde era, levando-me até lá, quando chegamos perguntei-lhe o nome e ele disse que era Tonny, daí então, nunca mais esqueci seu nome, fiquei encantada de saber que ia dar aula pra ele.
- Obrigado teacher! - Ele lhe abraçou fortemente, apesar de não lembrar-se do sucedido, foi bom saber que havia sido tão especial a ponto de pelo menos alguém lembrar de si, sem recriminá-lo ante de suas escolhas.

Jessy aos poucos recuperava-se, graças a ajuda de suas amigas e muito chocolate com seu poder energético e antidepressivo - inclusive havia sido usado pelo exército americano como ração D dos soldados diante de guerras, se fora bom para ajudar quem enfrentara uma guerra físico-psíquica quanto mais a quem se encontrava naquele estado - ela dava preferência para os meio-amargos, com alto teor de flavonoides, já que ajudavam a reduzir sua pressão sanguínea, o que a deixava bastante relaxava.

Katy conversava animosamente com as meninas sobre coisas de garotas, ou seja, nada que interesse mais do que observar uma lesma deixando um rastro kilométrico, pelo menos na opinião de Ree o irmãozinho, de 8 anos de Jessy, que falava pelos cotovelos. Katy contava-lhe sobre o que fizera com Tonny e como aquilo abalou-lhe, quando tocou a campainha e a mãe de Jessy foi atender, ela entreabriu a porta e disse que seu professor particular a estava esperando na porta para começarem as aulas, não disse apenas isso, mas deixou escapar o comentário de que tivera sorte já que ele era uma gracinha e com um sorriso conivente desceu para seus afazeres.

- Aeee Jessy, sortuda você heim?! - Disse Angie
- Não demore, que ele está na porta te esperando filha. - Gritou ao pé da escada.
- Está bem! Já estou indo.

Espreguiçando-se prazerosamente, levantou de um pulo, como já estava vestida foi direto pra porta e as garotas disseram que a esperariam, pois queriam saber as novíssimas, Jessy apenas sorrindo foi em direção a escada para atendê-lo, chegando próximo ao primeiro degrau observou Tonny olhando as horas em seu Champion com pulseira rosa choque e vendo tudo como num negativo, rapidamente voltou para o quarto, sentindo a pontada do destino fechou com força a porta de seu quarto.

O P!nk Croux,  assustado, perguntou-lhe o que acontecera e ela disse-lhes que quem a esperava era Tonny, Katy levando sobre si todas dores de Jessy, na mesma hora levantou-se e foi em direção ao malfadado que fantasmagoricamente surgira para assombrar a amiga.
- O que você faz aqui? Você é demente e inda não percebeu que ela não quer saber de você?
- Ela quem?
- Não se faça de louco!?
- Mas o que foi que eu te fiz garota?
- Sei muito bem o que fez comigo, mas gostaria de saber o que foi que fez com a Jessy pra ela estar daquele jeito.
- A Jessy está? Preciso então falar com ela! - Seus olhos começaram a brilhar.
- A gente não tem nada pra falar com você! - E fechou com muito gosto a porta em sua cara, por pouco não acerta-lhe o belo nariz.


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