Olhos enigmáticos


Seus olhos, parece que os vejo chorar
Azuis indigolita, mar que me leva neste fria noite de outono.
Contemplo-os e não consigo os deixar de admirar,
Causam-me tanto fissura que fico,
Apenas a lhes contemplar.

Olhos que revelam mais do que quero saber,
Revelam a alma de quem muito sofreu,
A causa dessa dor por acaso fui eu?

Oh! Não me olhes assim,
Pois a esse ardor já não posso resistir.
Olhos que me fazem sentir
Toda dor que está num partir.




Semelhança tão constante
Profundeza do oceano e o céu tão brilhante.

Vejo-os brilhar tão azuis quanto podem ser,
Faz a estrelas de o meu céu cair,
Desfaz a órbita dos luminares
Derretendo-os em água de mar...

Distante os vejo, sozinhos eles estão.
Chorando a dor de algum amor
Amor esse que de alívio causou dor.

Mas esses olhos, por mais que queira
Não os posso enxugar, fico aqui apenas
Triste a lhes contemplar.



Ósculos e amplexes,

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