A verdade por trás da fábula da Cigarra e a Formiga



Verão, sol de 40º encontrava-se majestosamente no céu totalmente acomodado, em atividade em seu maior pico, que é comumente conhecido por ser a metade do dia - e também o período de tempo, onde se agrega 60 minutos, mais quente de todo o resto do dia.

Lá no céu o sol continuava a arder em seu domínio, fazendo com que nada pudesse fugir de seu alcance, o dia estava realmente perfeito para ser curtido debaixo de uma sobra refrescante, tomando-se um refresco e ouvindo uma boa música. Realmente era o que fazia a Cigarra, enquanto todos no formigueiro trabalhavam debaixo daquele escaldante sol, o suor escorria-lhes pela fronte enquanto carregavam folhas que chegavam a pesar até cinqüenta vezes mais que seu peso, algumas arrastavam peso 30 vezes maior e outros ainda levavam um peso 100 vezes maior que o seu, mesmo sendo os insetos com o maior cérebro em relação ao tamanho do corpo, preferiam labutar dia após dia debaixo do sol que lhes bronzeavam ainda mais.




Certa Formiga vendo o folguedo da Cigarra questionou-a por estar tão a vontade enquanto todo formigueiro arduamente trabalhava para juntar alimento para toda colônia.
- Relaxa, amiga! Eu também trabalho, mas a verdade é que prefiro mais curtir a vida. Acho que vocês levam tudo muito a sério, mereciam também um descanso de vez em quando.
- Você ficou louca? A vida é só trabalhar mesmo! - A Formiga olhou para aquela sombra refrescante e pensou alto. - Se bem que uma folga de vez em quando não faria mal a ninguém, né?
E saiu rapidamente para voltar ao trabalho.

Tão breve como o tempo tem passado, as estações correram e logo veio o inverno, a cigarra que passara o verão curtindo mal sentiu o frio chegar, percebeu-o apenas quando o manto do frio estava sobre si. Foi ela então procurar abrigo no formigueiro e comida em troca de alegrar a galera com seus dotes artísticos. Bateu na porta e para sua surpresa não lhe deram atenção, sentou-se então tristemente na frente da porta do mesmo e pôs-se a cantar um lamento fúnebre e bem profundo, foi então que alguém lhe abre a porta. Ao olhar reconhece sua amiga Formiga.

- Ô, amiga cigarra! Você por aqui? Mas que bom, entre!
- Mas eu achei que não em quisessem por aqui?
- O que é isso? Claro que não, é que quem estava responsável pela porta era alguém muito ranzinza que não curte música, por isso ele não quis te receber, mas quando te ouvi cantar aquela música tão tocante a reconheci na hora e... - Disse a formiga se aproximando mais da Cigarra. - Sabe aquela dica que você me deu?
- Qual? - A Cigarra não lembrava-se de dica nenhuma.
- A do descanso. - A formiga cochichava.
- Á, sei sim.
- Então, segui ela.
- Quer dizer então que aquele dia que não te vi é porque você estava á toa?
- Á toa não, descansando! Mas então, foi muito bom ter um dia de descanso, me deu mais vontade de trabalhar e me fez ver que é disto que realmente gosto.
A Formiga então lhe explicou que por gratidão havia conversado com a rainha e convencido a mesma da importância da Cigarra enquanto labutavam, já que ela tornara seus dias mais amenos com suas belas canções. A Cigarra acabou se instalando no formigueiro e todos os dias aconteciam apresentações maravilhosas onde todos se reuniam para ouvir a cantoria maravilhosa dela, ela acabou por confessar que por todo verão também estivera a trabalhar, já que havia treinado várias e várias vezes suas canções para que se aperfeiçoasse no canto - e realmente conseguiu, já que cada vez que se apresentava as formigas a ovacionavam com muita alegria.

1ª Moral da história: Todos merecem um descanso de vez em quando.
2ª Moral da história: Nem todo artista é vagabundo.
3ª Moral da história: As aparências enganam.



Ósculos e amplexes,

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