Campanha: "Eu Vou Casar Virgem"

Diante de uma sociedade que desvaloriza o sexo, que trata-o como mais um "aperitivo" da relação - seja ela namoro, casamento, através das "profissionais do sexo", caso extra-conjugal ou mesmo numa única ficada - surge o pastor de jovens e cantor Felippe Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha (MG), que recentemente lançou no Twitter a hashtag #EuVouCasarVirgem, que ganhou o apoio de centenas de jovens favoraveis a manter virgindade até o casamento.

Felippe afirma ter casado virgem com, a também pastora e cantora gospel, Mariana Valadão: "Eu me casei virgem, foi muito difícil, mas nunca tive vergonha. Eu sabia que Deus iria me honrar, hoje tenho um casamento maravilhoso", escreveu o cantor no Twitter. Aos que já não são mais virgens, ele fala sobre consagração e afirma que não é tarde para recomeçar.




A campanha pode ser novidade no microblog, mas antes muitas celebridades já defendiam essa postura, como o jogador de futebol Kaká, que declarou que se casou virgem, os meninos dos Jonas Brothers, que inclusive usam anéis de castidade e até mesmo o ídolo teen do momento, o cantor Justin Bieber, 16, que não usa anel, mas garante que pretende esperar o momento certo.

Esses jovens mostram que existem pessoas diferentes que nadam contra a maré, quando o "normal" e sair fazendo sexo e quem é do contra é considerado com desvios sexuais, como é o caso de Diego Alberto, 22, que sofreu pressão por parte dos tios, principalmente aos 15 anos: "Eles quiseram impor o teste da masculinidade e fizeram vários convites. Foi difícil, mas eu soube lidar com isso". Casado com Ana Paula Correia, 22, há quase 2 anos, eles esperam o primeiro herdeiro, Calebe, e optaram por manterem-se virgens , apesar do preconceito, garantem não se arrepender da escolha feita.

Ana Paula, grávida de 6 meses, diz que também sofreu com o preconceito: "Ouvi dos outros que eu tinha casado porque estava grávida ou por pressão dos meus pais". Sobre o fato de ter planejado a perda da virgindade, Ana Paula confessa: "Deu um frio na barriga antes do casamento, mas conversei com meus pais e amigas casadas. Nós fomos nos descobrindo juntos".

Numa geração em que é normal crianças fazerem crianças, Amanda Suave Silva, 14 anos, prefere se afastar das amigas que falam muito de sexo, "Duas meninas da minha sala, com 14 anos, ficaram grávidas. Não quero isso para mim. Meus colegas de escola falam de sexo o tempo todo, mas decidi não ser igual a todo mundo", diz a adolescente. Já o casal Rafaella Farias, 22, e Guilherme Gavazza, 23, resolveram se guardar para a noite de núpcias, que se dará após o casamento no ano que vem.

Já é mais que esfarrapada a desculpa "se você me ama tem que transar comigo", pois onde há amor há espera, não há buscas de interesse apenas por prazer pessoal, mas respeito mútuo pelo prazer alheio e idoneidade do casal [I Coríntios 13.4-7].

Relacionamento serve para que haja conhecimento e quando não há sexo, o casal tem oportunidade para poder explorar melhor isso, descobrir as qualidade e defeitos - caso os primeiros sejam maiores que o primeiro: afirmar a união com o casamento, caso não: tentar trabalhar esses pontos, se não der basta seguir em frente, não é fácil, mas dá pra continuar a viver.

Quando há sexo antes do casal estar pronto para ficarem, enquanto se estiver vivo, juntos um ao lado do outro, ele serve apenas como prisão pra relacionamento, onde um dos dois se sente escravo do outro, até que por algum motivo algum dos pares, se não ambos, descobrem que não era o que esperavam [I Coríntios 6.16 e Gênesis 2.23,24].

O problema de nossa geração é o imediatismo, acreditar que se não transar logo morrerá virgem, e quando encontra alguém elege como o "alguém de sua vida", crê que o relacionamento será eterno, sem nem conhecerem-se profundamente. Sexo deve ser premio, a ser compartilhado com alguém que se ama e pelo qual se é amado na mesmo intensidade, alguém que se quer estar pra sempre ao lado.

Na verdade sexo não é tudo! Sexo é consequência de um relacionamento saudável e cheio de amor, onde contam as carícias e afagos, palavras ditas ao pé do ouvido, elogios, um demorado abraço, confiança, ajuda, respeito mútuo, o tesão e desejo. Dentro de um relacionamento completo ele vem sem que haja pressão e acaba acontecendo. E não há nada melhor de que descobrirem-se juntos, não há como errar se ambos nunca transaram, haverá apenas descobertas a serem feitas.

Abster-se sexualmente não é uma coisa fácil, mas vale a pena. "Evitamos ficar sozinhos por muito tempo e costumamos sair sempre com os amigos, mas namoro não é só beijo e abraço, precisa existir muita comunicação", diz Guilherme, fiel da igreja desde os 18.

Veja algumas manifestações dos jovens que aderiram à campanha no Twitter:

Com informações de: Libertos do Opressor



Ósculos e amplexes,

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