Fotos perfeitas sem edição de imagem - Parte II

Até tarde ficou Jean admirando as caras e bocas, poses e mais poses, Kyllie modelando puerilmente, com um ar sapeca e inocente que despertava em si o desejo de proteção - ao olhar aquele sorriso infante tinha vontade de tomá-la em seus braços.

Seus lábios vermelhos volumosos pereciam se projetar para fora da tela pedindo para serem tocados, acariciados, beijados... Colocou a mão no rosto para ver se estava a usar seus óculos 3D, mas viu-se estar sem os mesmos.

Passando ainda as fotos viu-se tomar pela lembrança de seu jeito simpático ao mesmo tempo que ingênuo de ser, costumava chamar todos de amiguinho (a), até mesmo os desconhecidos, em sua voz não havia falsidade, apenas calorosa receptividade, como ele amava ouvir aquele riso meio falhado que espalhava-se como música quando ela começava a rir - o que pra ela era uma constante, parte intrínseca de si.

A partir daí começou a dar maior atenção para Kyllie, todos perceberam as "boas intenções" de Jean, que sem importar-se com as torrações-de-paciência, levou a sério as brincadeiras de que formavam um belo par, começou então a investir em sua paquera, conversas no msn, sms e mms, até certo dia conseguir espaço na agenda tão concorrida de Kyllie e levá-lo ao cine, o filme escolhido por ela, até mesmo para surpresa de Jean, foi Prince of Persia - Sands of Time.





Descobriu naquele dia algo novo sobre Kyllie que, apesar da aparência frágil e delicada curtia filmes de ação e gostava de sentir a adrenalina correr em si. Os dois saíram arfantes com o filme de tirar o fôlego, ação do começo ao fim, com toda razão o melhor filme de 2010, tudo fora tão eletrizante que Jean mal conseguira concentrar-se no cortejo.

Não teve outra saída a não ser convidá-la novamente. Passadas algumas semanas conseguiu com que fosse consigo novamente, mas desta vez para assistir um filme de sua escolha. Ele manteve segredo até eles entrarem para assistí-lo e Kyllie ver na tela o nome A hora do pesadelo.
- Que legal Jean! Você é um fofo, como sabia que eu queri assistir esse filme?
- Ah... é! - Totalmente decepcionado com a resposta dela, sentiu que a conexão havia sido interrompida, seu downlaod ficaria incompleto. - Imaginei "já que ela gosta de ação, então"...
- Acertou em cheio, vamos sentar logo que já vai começar!

Apesar de estar cheia a sala, ainda encontraram duas cadeiras no fundo, Jean ficara meio decepcionado, pois seu ótimo plano de aproximar-se mais de Kyllie falhara, mas resolveu desencanar quando a trama começou a ficar envolvente. Ele estava tão concentrado que mal percebeu Kyllie assustado ao seu lado, num momento virou-se para ela e viu que agora sim havia o clima certo para aproximar-se de si.

Começou espreguiçando-se como quem não queria nada e pôs o braço em seu ombro puxando-a ligeiramente para si, mas mal pode saber se era ele quem a puxava ou ela que era atraída para si tamanho o medo que sentia, percebeu seus pelos eriçados ao passar o mão em seus finos braços, ela estava gélida. Quando deu por si, Kylie já escondia-se entre seus braços, colocando a cabeça em seu peito nas cenas mais fortes, ficando bem agarradinha, procurando por proteção - sim, dessa vez ele acertara no filme, pena que o diretor e o produtor não quiseram convertê-lo em 3D, tudo seria muito mais radical.

Ele sentiu o gelo de seu corpo desfazendo-se, até ela voltar a corar próximo de seu cálido corpo - ainda bem que usara um gerenciador de downlods, assim teve como recuperar seus bits depois de voltar a conexão.

Jean foi aproximando-se cada vez mais de Kyllie e fitou-a totalmente entregue a seus braços, quando ela olhou para si ele percebeu o quanto estavam próximos, seus olhos se encontraram e seus lábios a distância apenas de um ligeiro sopro estavam prestes a se encostar, quando um clarão os cegou, os sete segundos de adpitação das púpilas quebrou totalmente o clima e fez Kyllie levantar-se apressadamente seguida por Jean, rumo a saída da sala, já que o filme acabara.

"Droga, foi por pouco", pensava Jean enquanto rumavam para o ponto de ônibus chutando as pedrinhas pelo caminho, o filme acabara numa hora imprópria para se terminar um filme de terror, justo no momento em que iam beijar-se, era muito injusto, com ele, aquilo.
- Vem loquinho, esse é meu ônibus! - Sentiu Kyllie puxando-lhe para a realidade e viu-se correndo para dentro do ônibus com ela segurando sua mão, aquilo foi suficiente para esquecer-se que o "quase" havia sido "nada".

- Boa noite amiguinha!
- Boa noite, tio!
- E aí? Só passeando?
- Estava no cine.
- Que bom! E quem é esse aí?
- Meu amiguinho da facul.
- Beleza rapaz!
- Beleza! - Disse Jean cumprimentando o motorista.
- Ainda bem que era você Clóves, pois não estava a fim de ter que ir até o ponto.
- E você acha que mesmo que fosse outro motorista não pararia pra você Kyllie? Você é um amor de pessoa.
- Ah! Não é pra tanto. - E soltou sua sonora risada.


Comentários

  1. Eeee Maninho, cada dia que passa vc fica melhor nas suas milaborantes histórias, o que eu acho mais lgl é que toda vez que leio, nem parece que foi meu irmão que escreveu..quem diria que sairia um gênio na familia, qria eu escrever assim tão bem como vc. Bjao !!!! T amo feioso..

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