Fotos perfeitas sem edição de imagem - Thriller [Final]

Jean ouviu, um miado dolorido de surpresa, era Yakut. Estendeu a mão ao chão na direção que a havia jogado e tomou-a para si, pedindo desculpas lhe disse que a culpada fora ela por chegar tão de repente assim, passou a mão no criado mudo tateando até encontrar seu Mondaine fashion de pulseira grande de couro, viu que eram quatro horas, sentiu a boca seca e resolveu descer para tomar um copo d'água, apertou o plugue e viu que a luz ainda não voltara.

- Vamos tomar água, Yakut? - Olhou para aqueles olhos de fogo e a viu fecharem-se e ela encostar a cabeça na cama, onde já se encontrava toda esparramada. - Beleza então, vou só!
Ouviu para trás de si apenas um sonoro "Hum...”.




Sentiu a água descer rapidamente enquanto a bebia com ímpeto, sua sede era grande, a água refrescou toda seca dentro de si, que foi capaz de dizer que sentira seu gosto, suave, mas deliciosamente saboroso e incomparável.

Subindo as escadas estava, quando sentiu-se paralisar ao ouvir o barulho de algo caindo na cozinha, depois tudo mergulhara na quietude, o silêncio era tamanho que parecia tocá-lo. Olhando pela janela da sala viu a lua vermelha, estaria Jaci envergonhada de algo ou teria se machucado?

Um pesar estranho o tomou, algo tão opressivo que fez todo peso da casa cair sobre si, o temor parecia rasgar as glândulas sudoríparas ao ser expulso para fora de si, sua pele já não expelia suor, mas medo. Seu coração bateu ainda mais forte, pulando em desespero contra as costelas, com tamanha força que parecia querer quebrá-las, o estrondo perturbou o sossegado ritmo dos pulmões fazendo-os contraírem rapidamente, dificultando a respiração.

As sombras começaram a tomar forma, algo desconhecido, mas um formato assustador, que foram lhe envolvendo comprimindo-lhe com maior força a cada gota de suor que lhe escapava pela fronte. Algo se aproximava de si e rapidamente, estava em seu encalço, ele tinha que controlar a mente, antes que e esse "algo" se aproximasse demais. Porém, ele notou-se refém do medo que assustara-no, estava incapacitado de controlar o imenso fluxo de pensamentos que jorravam sobre si, a única força da qual dispunha tencionava seu corpo  que apenas conseguia seguir em frente, cada vez mais de vagar, quase parando.

Quando viu era tarde demais, algo tocara suas pernas e lhe possuía, uma onda de choque foi descarregada por todo corpo, eletrocutando da raiz do pé até a ponta dos fios de cabelo -o arrepio na espinha rumo abaixo o gelou por completo - sentiu uma gota gelada cair sobre si fazendo-o se solidificar como estalagmite diante do horror da cena - ao mesmo tempo frágil o suficiente para qualquer coisa ser capaz de o reduzir a pó - e ele quase desmaiou quando repentinamente o silêncio foi quebrado ao ouvir:
- Miau!

Ficou fulo da vida ao perceber que era Yakut, ao mesmo tempo que uma imensa dose de alivio percorria suas veias, a endorfina o fez relaxar.
- Yakut, sua capetinha!
- Hum...
- Como você me assusta assim? Pensei que fosse ficar deitada lá na cama!
Ele a chacoalhou, segurando-lhe por baixo das patas, atentando para aqueles olhos grandes - que estavam ainda maiores devido a pouca claridade - como se esperasse que ela lhe respondesse.

Ao que ela lhe respondeu tentando arranhá-lo, a jogou no chão chamando-a de feia e disse que dormiria fora de seu quarto, ele sabia que ela queria apenas brincar, sempre que via as meninas de seus olhos dilatadas tentava pegá-las, mas resolveu deixá-la fora do quarto dessa vez por já ter sido incomodado demais numa noite só, devido suas peraltices.

Decidiu não ligar para seus miados chorosos do outro lado da porta, até que por fim conseguiu dormir tranquilamente.

No dia seguinte levantou correndo, já estava em cima da hora e ainda teria de encontrar Kyllie, conseguiu pegá-la a tempo.
- Onde você esteve Jean? Fiquei um tempão te esperando, pensei que fosse tomar café comigo!
- Desculpe amorzinho! - Deu-lhe um beijo, vendo que ela ficava ainda mais bonita nervosinha. - É que não consegui dormir muito bem hoje. - Disse abrindo um largo sorriso.
- Tudo bem, vamos que já está e cima da hora. - Kyllie sorriu contagiada pelo belo sorriso de Jean.

Depois de terminada a aula foram ao Starbucks, lugar preferido de ambos, tomar um Brazil Blend - mistura de cafés brasileiros e único oferecido pela Starbucks que utiliza todos os três métodos de processamento (filtrado, preparado em prensa francesa e expresso) - o de Kyllie tinha sabor complementar de leite e o de Jean de chocolate, tomadas na cobiçada mug do Starbucks, para acompanhar um Quiche Lorraine e para ela um Tostex dois queijos prato & estepe.

Distraíram-se entre conversas, beijos e abraços, perceberam estar tarde apenas ao ver a escuridão lá fora. Pegaram o ônibus para a casa de Kyllie, que ficava ali próxima, na região do Jardins, desceram do ônibus, Jean sentia-se bastante cansado por não ter conseguido dormir direito e pela grande carga de atividades na facu, tivera de queimar muita massa cinzenta em apenas um dia.

- Jean, mas aqui não é minha casa! - Kyllie lhe disse enquanto ele esfregava os olhos.
- O quê? - Disse estupefato, olhou ao redor e viu que estavam frente à facu. - ...Mas como?
- Ai Jean, não acredito que você me distraiu tanto que a gente voltou pra facu. - Disse ela ironicamente. - Esqueceu que eu moro aqui? - Mostrou-lhe o G-Maps na tela de seu Galaxy i7500.
Jean sentindo os olhos turvos pegou-o e vendo o endereço assustou-se.
- Mas... Kyllie... Esse é o endereço da Biblioteca. - Sua voz fraquejou.
- E é aqui mesmo que eu moro esqueceu?
- Mas...? Como...?

- Não está reconhecendo mais minha casa, Jean?
Ele balançou a cabeça e as sombras confusas se dispersaram, pode ver então a casa de Kyllie, bem como a conhecia, nada havia mudado.
- Acho que você está muito confuso, deve estar cansado demais! Estava falando contigo e você nem percebeu o que eu disse.
- Desculpe, devo ter dado um cochilo.
- Mas em pé?
- Sim, quando estou muito cansado acabo cochilando em pé.
- Então é melhor você ir, amor!

Ela lhe selou os lábios, mas ele insistiu que não valera e queria um beijo de verdade, os dois beijaram-se. Kyllie começou a sentir um líquido viscoso em seu rosto e afastou-se.
- Jean, seu rosto está sangrando. - Ela lhe mostrou os dedos vermelhos.
- Droga! A Yakut me paga - Disse enquanto limpava o rosto. - Melhor agora?
- Deu uma estancada.
- Então voltemos ao que interesse, neném. - Lhe pegou pela cintura, enquanto ela ria, e voltaram donde pararam.

Porém dessa vez começou a sangrar mais, o atrito dos rostos atraiu o já aumentado fluxo sanguíneo para a região fazendo jorrar mais liquido.
- Jean, assim não dá!
- Esquece isso, amor! - Disse já dominado por aquele corpo curvilíneo, ele não queria separar-se dele. - Não está doendo.
Cada beijo liberava ainda mais endorfina, aquela sensação era maravilhosa.
- Peraí que vou dar um jeito. - Ela deu um chupão em seu pescoço, ele sentiu a língua deslizando sobre o pescoço, seus lábios pousando adejadamente sobre a pele e depois uma pequena pressão que fez o sangue parar instantaneamente.
- Nossa! Mas como você fez isso?
- É só um truque que aprendi e é segredo. - Ela deu risada.
- Ah! Então você não vai me contar? - Ele começou a rir também, olhou para o céu e viu a lua vermelha, teve um déjà vu, passou a mão pelo pescoço e percebeu duas pequenas perfurações, distadas dois dedos uma da outra, na carótida.

Ficou atordoado, nada mais fazia-lhe sentido, mas já estava anestesiado pelo neuro-hormônio endorfina - 400 vezes mais forte que a morfina - que provocou sensações de anestesia e alívio que o entorpeceram.
- Eu te amo, me beija!
Mesmo não entendendo nada resolveu obedecer-lhe, seu estado letárgico apagara de vez a sensação de dor, perdera o controle sobre si, conseguia apenas obedecer - como se o seu mundo que desabava pudesse ser reencontrado naqueles lábios macios. Encostou o corpo ao dela, passou a mão por sua cintura, seus rosto estava próximos...

- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh...!
- O que foi Kyllie? - Gritou para poder ouvir a própria voz, já que o grito em seu ouvido lhe ensurdecera.
- O que você fez comigo?
Ela caiu sobre si, branca pedra lunar, viu que estava perfurada, despertando do torpor sentiu o sangue fervilhar. Uma... Duas... Três... Quatro lanças sentiu perfurando-lhe as costas, segurou Kyllie pelos ombros, ela estava gelada, afastando-a pode ver quatro facas que lhe atravessavam, as mesmas que haviam matado Kyllie.
- Nãaaaaaaaaaaoooooo.... - Começou a agonizar de dor com o sangue a sair pela boca.
Ouviu a risada cristalina de Jean rasgando-se os poucos, até fundir-se numa gargalhada macabra, sentiu as facas sendo puxadas de si e caiu sobre o corpo inerte de Kyllie...

O relógio marcava 6 pra 6, da manhã...
- Ainda restam seis...
- Nããããããaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaoooooooooooo....!!!

Comentários

  1. Que saco não entendi o final. Me ajudem gente, não sei se sou eu ou é a historia não entendi. RSRsRsRsr Bjos feioso.

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