Flamejante verdor contínuo


Batia o core meu,
Mas não mais esperançando te ver,
De certezas mil
Minha afoita mente enchera.
Não mais poderiam os olhos meus
Contemplarem o brilho dos teus.

Harley sempre me vem ver,
Mas e você?
Acaso a frágil condensação
Pode deter o brilho teu?





Como uma onda verde,
Que vai, mas que um dia vem,
Voltastes, pude te ver.
Mas não viestes pra mim.

Apenas brisa leve e suave,
Soprastes sobre mim
Afanando-me com teu verde olhar,
Dissipastes imenso calor
Que insistentemente torturava-me.

Despercebido estava da vida
Quando senti-me aquecer
Um raio de calor,
Quando me deparo
Vejo verdes olhos -
Os mesmos
Contemplados anteriormente
E antes de antes.


Aquele verdor me tomou
Fazendo-me fruir.

Com que intento voltastes?
Foi retorno para o
Porto Seguro meu?
Certamente não!
Talvez fosse mea culpa
Por fingir não te conhecer
Terá sido fraquesa?
Não sei, apenas que nada sei.
Só entendo estar sem ti.

Oh, vésper que voltastes a brilhar
Em meio a escuridão minha
Acaso voltastes pra mim?
Voltastes com brilho
De maior candência
Por mim?
Se não o foi, porque brilhas
Desfazendo as trevas
Que me impediam lembrar
Tua turquea luz?


Se não voltastes pra mim
Melhor me fora permanecer em trevas
Que rever teu brilho
Sabendo não me pertencer.

Volta-te pra teu céu
Oh! Estrela errante,
Pois a este lugar não pertences.
A escuridão não é tua alocação,
Pois quando chega dessipa as trevas.
Deixa-me aqui nas profundezas
Não me amoles com teu brilho opulento.

Antes cego pela escuridão
Que por sua saudosa luz,
Pois apenas prefere a saudade
Aquele que nunca amou.


Se não posso te ter
Melhor é jamais voltar a ver-te,
Dor maior que não mais te ver
É saber que minha efemeridade
Será sem ti,
Verde chama que mesmo fraca
Ainda queima aqui em mim.



Ósculos e amplexes,

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