A Raposa, o Gato e o Crente

By Mary Schultze*

Uma raposa estava se gloriando diante de um gato, a respeito de sua esperteza, na hora de fugir dos caçadores: “Sou esperta. Tenho os meus truques e os caçadores nunca me apanham em suas redes”.

O gato, que preferia usar a língua para limpar o seu pêlo, em vez de usá-la para se gabar, respondeu: “Eu só tenho um meio de escapar dos cachorros. Trepo na primeira árvore que encontro. Eles ficam lá em baixo, latindo, latindo, mas acabam se cansando e indo embora”.

A raposa deu uma risada e exclamou: “Covarde! Eu sou muito mais esperta!”.

De repente, escutou-se o tropel dos cavalos de uma caçada e, sem ter tempo de usar um dos seus truques, a raposa caiu na rede dos caçadores.



O Crente que freqüenta as igrejas barulhentas, que enchem as cidades, perde a noção do perigo de assimilar um falso evangelho. De tanto escutar os pastores invocando a presença do Espírito Santo, o crente aprende a considerá-Lo como um “funcionário” da casa, com a obrigação de atender todos os desejos mundanos dos seus frequentadores.

O ofício principal do Espírito Santo é glorificar o Nome de Cristo e nos convencer do pecado, da justiça e do juízo. Ele não está na igreja para satisfazer os desejos de crente nenhum.

As igrejas modernas são uma cópia da igreja de Laodiceia, para a qual Jesus falou: “Aconselho-te que de mim compres ... roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas” [Apocalipse 3.18].

Que os crentes se voltem para um estudo consciente da Bíblia, pois nela se encontra tudo de que necessitamos para crescer na graça e no conhecimento de Deus: “Toda Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” [II Timóteo 3.16-17].

Visões, revelações e profecias tornaram-se desnecessárias, desde que a Bíblia nos foi entregue. Crente covarde é aquele que não lê a Bíblia e se contenta em escutar o sermão do pastor, cujas palavras ele esquece no mesmo dia, ou seja, logo que escuta as piadas do Domingão do Faustão.

Amigo, leia a Bíblia e deixe de ficar buscando essa espiritualidade de mercado, vendida em muitas igrejas atuais, a preço de muamba chinesa. Seja um gato na inteligência, fugindo dos cães caçadores das almas que alimentam os seus gazofilácios. O evangelho de Cristo é a coisa mais preciosa do mundo, mas é tão fácil conseguir uma Bíblia e aprender o caminho do céu que a gente acaba se desviando do caminho certo e enveredando por um caminho que nos parece direito, mas acaba nos conduzindo ao lago de fogo [Provérbios 16.25]. Seja esperto; não caia nesse tipo de armadilha!

Mary Schultze, escritora que já publicou 16 livros e escreveu mais de 1.200 crônicas e 50 poemas, é poliglota (fala três idiomas), mora sozinha por gostar muito de ler e escutar música clássica, traduz assuntos teológicos e históricos e vive buscando algo pra fazer - ela não consegue parar.

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