Uma desconhecida intima de Deus - Final

Manoá ficou feliz com a notícia, mas ainda dúbio, orou para que se realmente o Eterno houvesse falado o mensageiro voltasse para lhe dizer como deveria cuidar da criança – embora as instruções já haviam sido dadas [Juízes 13.3-5] –, caso ele voltasse, a Palavra certamente vira do Eterno.

E foi o que aconteceu, assim que o anjo reapareceu, sua esposa sabendo que ele precisava ver pra crer, o chamou e ele chegando confirmou se o homem era o mesmo que dera as novas e quando obteve a afirmativa, Manoá, viu que o Eterno lhe ouvira e que havia sido dito procedera de Sua boca e disse “que se cumpra a tua palavra”. Não era fácil, para um homem que já não esperava mais poder gerar filhos, devido a infertilidade da esposa, receber a notícia de que teriam um filho – e não era qualquer um, mas ele seria o libertador de Israel [Juízes 1.3-5] – ainda mais quando via apenas com a visão natural [Juízes 13.16].



Mesmo após ter se confirmado ter sido o Eterno que falara, ele estava tão contente que sentia-se como os que sonham, perguntou então como deveria cuidar do filho, o que o anjo respondeu que deveria ser da forma que havia falado para sua esposa e repetiu os mandamentos [Juízes 13.8-14].

Ele ainda não havia compreendido a visita maravilhosa que recebiam e insistiu que o anjo comesse algo, tão feliz estava por saber que o Eterno estava no negócio e que falava com Ele, que insistiu em gratificar o desconhecido visitante, afinal, ele deveria estar cansado de tanto andar e também ter muita fome, mas o peregrino lhe disse que não comeria nada, ainda que lhe impedissem de partir e sabendo da alegria que havia no coração de Manoá disse que se fizesse holocausto deveria oferecê-lo ao grande Eu Sou. Manoá ainda sem compreender que o próprio Eu Sou é quem falava consigo, antes imaginando ser um profeta, perguntou seu nome para que o pudesse agradecê-lo, fosse com presentes ou outras formas de honrarias, o que lhe foi dito que seu nome era maravilhoso para que ele pudesse ouvir [Juízes 13.15-18Filipenses 2.9Efésios 1.21  Isaías 9.6].

Na tradução para o português foi registrada Anjo com “A” maiúsculo, denotando que não era um anjo mensageiro, mas um ser muito superior, algumas partes na Bíblia quando se refere a anjo do Senhor denota que era o próprio Eterno quem estava ali. Neste caso isso se confirma quando o mensageiro lhe diz que seu nome é Maravilhoso, este é um dos nomes proféticos do Messias Jesus que seria revelado vários anos depois através do profeta Isaías [Isaías 9.6], portanto o Anjo enviado para anunciar o nascimento de Sansão era o próprio Jesus.

Apenas ao oferecer a oferta ao Eterno ele e sua esposa tiveram a visão terrível de quem estava com eles, quando o anjo subiu com a fumaça do sacrifício. Ao perceber o que lhe havia sucedido e a honra da presença que recebera, Manoá ficou tão assustado que disse a mulher que morreriam por terem visto a face de Deus [Êxodo 33.20], mas sua mulher que tinha maior comunhão com o Eterno, lhe disse que isso não sucederia, pois se fosse assim Ele não teria aceito o holocausto feito por suas mãos, Manoá mal compreendeu a honra a que tivera, não apenas recebera a visita do Eterno duas vezes, na segunda confirmando ouvir sua oração, mas pudera oferecer de suas mãos, ainda que pecador, uma oferta de manjares e sacrifício ao Eterno [Juízes 13.19-23].

A alegria da esposa de Manoá foi tamanha que deu o nome da criança de Sansão do hebraico Shimshon, provinda de shemesh, que tem o significado de parecido, igual a, pequeno ou homem do sol, pois ele seria um raio de sol que aqueceria sua vida, de seu esposo e traria luz e salvação para seu povo, vindas diretamente do Sol da justiça [Malaquias 4.2]. Sua honra foi tamanha que passou a ser mencionada, não apenas como mulher de Manoá, mas como mãe de Sansão, o juiz e libertador de Israel.

O Eterno escolheu uma estéril para mostrar que ele é o Deus das causas impossíveis e que não desampara que espera nEle [Salmo 113.9 e Isaías 54.1] e também que homem é estéril e gera apenas morte por causa de seu pecado [Romanos 6.23], mas a partir da intervenção divina ele não apenas deixa de ser estéril, mas gera frutos de vida eterna [Mateus 28.19-20].

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