Seria a morte de Osama apenas jogo politico?

02 de maio de 2011, uma data que ficará inesquecível, também, pudera, não se viu ou ouviu falar em outra coisa nos jornais televisivos, nas rádios, mídia impressa e tão fortemente na internet - que fez a hashtag #osama ficar entre os principais trendtopics – a não ser sobre a morte de Bin Laden.

Como se não fosse suficiente esgotar a cota de homicídio de uma única pessoa em apenas um dia, a estória de #osama continua sendo vendida ainda mais fresca, no segundo dia de sua suposta morte – o peixe já fede, mas insistem em noticiá-lo como se fosse algo inédito, como se houvesse quem ainda não o saiba.


O mais interessante é que ela vem num momento muito estratégico, em que a popularidade de Obama estava na lama, as pessoas sentiam vergonha em ter acreditado em mais uma marionete – que descobriu-se etimológica e literalmente não passar de mais uma Maria vai com as outras – e num momento muito crítico ao mostrar-se o quão vergonhosa foi a guerra do Iraque que não resoltou em nada. Biden não conseguiu sobrepujar as nações com a conquista de sua tão sonhada El Dourado, talvez devesse ter mirado para Fusang, a Atlantida dos Chineses, teria ele descoberto que na verdade a terra foi descoberta desde 1941, habitada por maias, astecas, incas, tupis e cherokees.

A conquista do Iraque foi movida por interesses unicamente econômicos, para impedir que se mudasse a moeda de comercialização do ouro preto e evitar o declínio ainda maior dos Estados – que já não são tão unidos, como o foram num colonial passado remoto para conseguirem independência.

Não bastasse a vergonha de ter desperdiçado trilhões de dólares, vidas – estima-se uma média de 4.691 mortos em combate, mais da metade dos que morreram nos ataques de 11 de setembro, que foi de 2.976 –, sofrido mais atentados e ter que se redimir diante de alguns abusos por parte dos soldados americanos, a injeção do sangue negro acabou por envenenar as veias de Wall Street que como uma casa velha teve suas paredes, dantes fortalezas, ruídas trazendo abaixo vários bancos e consigo a economia mundial – que graças ao capitalismo vive de riscos – e várias cabeças rolaram.

O grito das pessoas eram unanimes, as línguas diferentes na escrita e pronuncia, mas dizendo o mesmo: que os soldados deveriam voltar para casa, afinal, não foi eleito Obama por possuir o mesmo grito que o povo – Vox populi, vox dei? Esqueceram-se, porém, os estado-unidenses, que o que distancia Obama de Osama é apenas uma variação swahili e na verdade o grande leão do povo, que proclamava o poder do povo e da união afirmando “Yes, we can”, não passou de um servo e mostrou o quanto podem estar errados não apenas na escolha da presidência, mas também na midterm election.

Com a suposta morte de #osama o que mudou a não ser mais uma fase do disputadíssimo diplomatic american game? A estória – que me obriga a usar uma palavra arcaica tão viva como o latim o é – possui uma verossimilidade tão correta quanto a soma de 2 e 2 resultando em 5. Faço coro aos países que exigem ver o corpo do dito cujo, afinal, a carochinha ficou pra trás há muitos anos e os easter eggs que hoje buscamos estão ocultos nos softwares e não nos jardins de Neverland – não aquele rancho de 23 milhões, mas o que se chega por uma aspirada do pó de pirlim-pim-pim.

Como, após vários anos de perseguição – atrás do inimigo internacional número 1 – simplesmente matam-no e jogam seu corpo na água? Se o cara era tão inteligente que conseguiu coordenar um ataque perfeito ao Wolrd Trade Canter – que mais pareceu ter sido implodido – e manter-se oculto durante quase 10 anos, coordenava uma das facções mais perigosas que levava fanáticos a morrer por Alá, pode ser morto sem mais nem menos, sem interrogações, sem direito a makingoff – como no caso de abusos e torturas por parte dos soldados em 2004? Ou terá Panetta feito como Rumsfeld numa forma de tentar evitar manchar ainda mais a reputação do USA? Embora acredite que esses cálculos nem o ENIAC seria capaz de computar, muitas pedras ainda rolarão.

Se houvessem realmente capturado #osama, como prisioneiro de guerra ele deveria ser preso sob custódia de seus captores, até que se arrancassem qualquer informação útil que fosse, mas pra variar titio Sam é perito em violar direitos humanos e marciais – olhe pro céu e veraz na lua a insígnia bandeira USA, que tremula ao sabor de um vento que inexiste.

Como um país que prega o progresso e a liberdade humana a ponto de tê-la como um toten que celebra la Liberté na entrada do porto da global New York – que tem como localização a sede da ONU – não consultou os demais países e mafiosamente afundou #osama no mar do esquecimento? Pergunto ainda, será que ao menos foram condescendentes deixando-lhe um peixe na porta da frente de sua casa?

O que a morte de #osama mudará em nível se segurança mundial? Nada, pois estando ele realmente morto, outro assumirá seu lugar – e bom de memória a galera da Al Qaeda já demonstraram ser ao relembrar, depois dos ataques de 11 de setembro, da humilhação em Andaluzia mais de 400 anos depois, a contar após serem totalmente expulsos da península Ibérica, em 1609.

Conseguiu-se apenas uma jogada estratégica para acalmar os ânimos do inconsciente coletivo – que mais uma vez tem sua inteligência ultrajada com histórias mal contadas, antes fossem sofismas – e levantar a moral de Obama para uma futura reeleição que, olha só: já é ano que vem.

Ósculos e amplexes,

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