A vida "exemplar" de Amy Winehouse

Quem nunca ouviu algumas de suas músicas mais conhecidas, como "Rehab", "Back To Black" ou mesmo "Fuck Me Pumps"? Não sejamos hipócritas, mesmo que você ouça absolutamente música gospel/cristã, ou não curta o estilo, provavelmente tenha ouvido algumas de suas composições, quem tem ouvidos...

Como algo previsível, mas sem data marcada para acontecer, acabou por surpreender-nos na tarde de sábado, 23/07, a morte dessa tão talentosa e incomparável cantora [Gálatas 6.7], perde o mundo artístico, perde a música e perdem os fãs.

Mas em meio a toda essa perca, quem será que mais perdeu?
Ela teve um fim trágico, morte na flor da idade, aos 27 anos - idade crítica do rock -, apesar de todo sucesso, nunca teve nada do que realmente precisava. Ela perdeu tudo, um bem muito mais precioso do que pudesse imaginar, afinal, nunca encontrou o que tanto procurava...



Não existe nada mais recompensador do que ter seus esforços reconhecidos e quando alguém é muito bom no que faz, isso acaba trazendo fama, muita fama, é o que chamamos de sucesso, mas com ele vem inúmeras cobranças, sem você é muito bom, tem que ser melhor elevado ao cubo, vem dinheiro, bastante dinheiro e a falsa ilusão de que se pode tudo, afinal, "não há o que dinheiro não compre".

Amy provou que não era mais um artista, mas alguém único, com muita musicalidade e ginga, com um timbre vocal excelente, muito parecido com o de Sarah Vaughan, uma das vozes femininas mais importantes do jazz e comparada com tantas outras cantoras negras excelentes, como Macy Gray. Seu talento era algo tão espantoso que causou admiração até mesmo em Quincy Jones - nada menos que um dos maiores produtores musicais, com mais de 50 anos de experiência, que ganhou 25 das 70 indicões ao Grammy Award, e um Grammy Legends Award, foi responsável pelo álbum de maior sucesso de todos os tempos, "Thriller", do ícone pop Michael Jackson, e da canção "We Are the World", que trabalhou também com Frank Sinatra e, quem diria, Sarah Vaughan -, quando ela produziu "Q: Soul Bossa Nostra" feito para homenageá-lo, ele disse em entrevista a revista Rolling Stone que ela era "de outro planeta".

Amy não conseguiu apenas seu lugar ao sol, ou em nossos corações, mas conquistou todo o mundo, que de uma forma ou de outra admira-se de sua morte, chora e se comove, contristando-se com o fim de quem conquistou o mundo. Sua conquista foi devido ao seu jeito único, voz potente e um soul do fundo da alma, ela escrevia o que realmente sentia, rasgava seu coração para tentar expressar todos anseios e tristezas que conflitavam dentro de si, mas que não conseguia despir-se delas, como das palavras ritmadas sonoramente [Romanos 2.8-9].

Essa era sua forma tresloucada de pedir ajuda e o que os tabloides e nós víamos era apenas alguém inconsequente, que não se bastava, sem autocontrole e amor próprio [Romanos 7.15], alguém que buscava apenas o prazer, sem dar a menor importância para as consequências dos dentes que caiam, dos seios a mostra pelo biquíni caindo, tropeços no palco e micos cada vez mais evoluídos chegando a virar vergonha alheia ao se tornar um verdadeiro King Kong [Provérbios 11.17].

Apesar de todos esperarmos um fim a essa vida tão sofrida e conturbada, não pudemos ouvir o grito de socorro de uma jovem perturbada, que buscava algo maior que a preenchesse, algo que pensava encontrar em seu ex, salvação que procurava justamente em quem a jogou no mundo das drogas [I Coríntios 15.33], onde ela se afundou cada vez mais [Jeremias 17.5] e não em Quem deu tudo de si para salvar a humanidade [João 3.16].

Esse vazio, o qual todos temos dentro de nós, motivo pelo qual os psicólogos e psicanalistas afirmam que criamos um ser superior para suprir nossa pequenez, um ser mais elevado, por isso a crença no sobrenatural, criando um deus ideal, segundo aquilo que queremos, que possa fazer o que não podemos alcançar.

Sem se dar conta, os próprios estudiosos da alma afirmam, que a necessidade de Deus não é apenas causada por estados psíquicos, mas uma necessidade humana intrínseca, posta dentro do homem pelo próprio Deus [Eclesiastes 3.11] quando o criou à sua imagem [Genesis 1.26-27].

Quando essa imensidão não é preenchida por Ele deixa o ser humano completamente vazio, sua vida fica sem sentido [Eclesiastes 1.3], levando-o a tentar preenche-lo de diversas maneiras, seja com drogas, o alcoolismo ou substâncias tóxicas, através do sexo, fixura por alguém, etc. No caso de Winehouse foi a carência em demasia de seu ex que a levou para a certa destruição.

O mundo se rendeu aos seus pés, diante de sua musicalidade, mas e sua alma? O que adiantou ganhar o mundo inteiro se ela acabou por perder-se [Marcos 8.36]?

Suas ações demostravam apenas esse imenso vazio de Deus que ela sentia em si, suas buscas no insistente relacionamento conturbado com Blake Fielder-Civil, na drogas que a faziam balbuciar seus próprios sentimentos ao cantá-los nos shows, fazendo esquecer-se quem realmente era, de todo seu potencial.

Apesar das consequências terem evidenciado suas escolhas mal feitas, na verdade ela não tinha escolha alguma, pois quando o homem está afastado de Deus, ele não tem livre-arbítrio [Gênesis 4.7]. Quando o homem está sob o julgo do pecado, ele é compelido a pecar e peca por não ter outra opção [II Pedro 2.19], está preso em algemas de bronze, por mais que queira não pode sair dessa matrix de "liberdade" - que o torna cada vez mais miserável, onde vai se destruindo ao poucos, dia após dia - não o pode fazer.

Liberdade só há em Cristo, que deu Sua vida para nos resgatar do poder mortal do pecado [Romanos 6.23], quando nos reconciliamos com Deus, através de Cristo é que restauramos a antiga comunhão perdida pelo pecado de Adão [Gênesis 3], passamos a conhecer a verdade [I João 5.20], verdade esta que liberta [João 8.32], apenas quando aceitamos a Cristo é que passamos a ter novamente o livre-arbítrio [Romanos 8.2].

Quando estamos reconciliados com Deus é que vemos a real consequência dos atos errados, dos pecados [Romanos 3.23], mas temos alguém por quem clamar diante das tentações [Mateus 6.13 e I João 2.1]. Só quando somos libertos [Romanos 6.19,20,22] é que se pode optar por pecar ou não, você não é obrigado a pecar, erra apenas se quiser. Apenas quando somos libertos das algemas do pecado é que temos a liberdade de escolha [I Coríntios 10.23], podemos optar por não pecar [I Pedro 4.1-2] e já não é mais preciso ter medo, tristeza ou depressão por causa dos maus atos [Romanos 8.15].

As prática de Amy demostraram um desejo imenso de mudança, algo que pode ser notado em suas tentativas de largar as drogas e quando saiu da clínica de reabilitação em 2010, mas força zero para conseguir largar essa situação, pois não apenas seu organismo se tornara dependente das reações químicas proporcionadas pelas drogas consumidas, mas sua alma havia se apegado de tal forma ao preenchimento momentâneo que já não suportava viver sem as mesmas, pois ela não conseguiu encontrar Aquele que não apenas preenche-o, mas que é do tamanho certo para nos dar a verdadeira liberdade ao crescer cada vez mais dentro de nós, a medida que nos desprendemos de nós mesmos e de nossa vontade [João 3.30].

Seria apenas instrutivo, se não fosse real e trágico, uma vida perdida, mais uma alma pro sofrimento eterno [I Coríntios 6.9-10 e Efésios 5.5], uma dentre tantas outras, tão especiais, que morreram com a mesma idade que a sua: Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, líder da geração grunge e idolatrado até hoje, que se suicidou com um tiro na cabeça, em 5 de abril de 1994, Jimi Hendrix, o maior guitarrista da história do rock, que influenciou diversos gêneros musicais, encontrado morto em um hotel engasgado com seu próprio vômito em 18 de setembro de 1970, Janis Joplin, a maior cantora de blues e soul da sua geração que faleceu apenas 16 dias após a partida de Hendrix, em 04 outubro de 1970, de overdose, Jim Morrison, líder do The Doors, encontrado morto na banheira de seu apartamento, em Paris, em 3 de julho de 1971 por overdose e Brian Jones, guitarrista da formação inicial dos Rolling Stones, achado em uma piscina em 3 de julho de 1969. Jovens talentosos,  mas que trocaram seu bem mais precioso por um prato de lentilha [Gênesis 25.27-34], granjearam sua vida, ganhando o mundo inteiro enquanto se perdiam pelo caminho, até não lhes restar mais nada de si mesmos [Marcos 8.36].

Para conseguir vencer todos esses prazeres que o mundo oferece, só permanecendo em Cristo [I João 5.5], pois sem Ele o vazio toma o nosso ser e sem estar preenchido - o saco vazio não para em pé. Quando Amy foi internar-se o próprio médico da instituição lhe avisou que ela não era alcoólatra, mas depressiva, ou seja, extremamente sedente de preencher o vazio de sua pequenez com Deus, sem Ele não somos nada, mas com Ele podemos enfrentar as mais difíceis situações [Filipenses 4.13].

Com informações de
Wikipédia - Amy Winhouse | Quincy Jones

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