Insight a cada passo meu


Caminho a ermo, da vida o cansar
Cinzento dia, de color verdes tons
Da imponência arvorêa estonteantes sombras.

Questiono-me se vida,
Ao triste alvorecer, acrescenta
Ou harmoniza ao álcali seu sombrear.




O sol não surge, perdido no jazigo está.
Se pelas asas da alvorada
Ao céu dos céus subir poderia alçá-lo?

Se o tocasse o demoveria de sua decisão?
Que força exerço eu ao que me atrai?
Antes o vejo mudar tempos e estações.

Continuo a andar, cortina de frio vento
Sente a pele a cada passo meu.
Estaria dia melhor dalém imenso mar?


Se por fontes da Terra passear,
Caudelosos rios e seus afluentes
Encontraria a prima antes da Vera?

Meus passos no tempo deixam marcas,
Deixam vida, um pedaço em cada partida.
Uma pétala se desfaz a cada amanhecer.

Descortinando o vento frio
Atravessa-me seu frigido gelar.
Pele branca, sede do áureo cintilar.


Embora, frio e sombrio o dia se faz,
Aqui dentro brilha um sol,
Luz da aurora de intenso fulgor.

Aquece dando forças aos passoas meus,
Um após outro, dia a dia
Na constante estrada o caminhar.

Luz que brilha mais e mais
Pelo meu alvorecer
Até ser dia perfeito.


Descubro já não importar o cinza externo,
Sol que há em mim brilha dando cor e sabor
A cada inebriante tom cinzal.

Vento não mais gela,
Ameniza ao tocar pele aquecida
Retendo calor, coração que pulsa.

Sol se ergue resplandece do poente à expoente,
Do oriente até seu ocidente
Que se desfaz ao domínio dia.

Ósculos e amplexes,

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