Mãe…

Nos separamos por alguns instantes.
Eu a olhava e a via se afastando sorrindo, pouco a pouco sumindo do meu campo de visão.
Em breve estaríamos juntos novamente e eu a esperava na fila do banco.
No entanto, sem avisar, um barulho indesejado pertubou o coração de todos.
Tiros! Gritos!
Eu estava sozinho, próximo a onde tudo acontecia.
Temi, tremi e me senti perdido.



Sem saber muito bem o que fazer, fechei os olhos como se isto me escondesse daquela violência.
Me encolhi e descobri um pouco mais sobre a força do medo.
Foi quando senti braços carinhosos envolvendo-me como escudos de amor.
O tiroteio continuava, mas agora ela estava ali e me protegia com a sua própria vida.
Os ruídos cessaram.

Tudo voltou ao silêncio e eu pude ouvir o coração generoso daquela linda mulher me dizendo:
– Filho! Este é o meu amor por ti. Enfrento a morte, mas não te deixo só.
Nos abraçamos daquele jeito que jamais se esquece.
Chorei e meu choro dizia o que nada em mim conseguia pronunciar:
– Eu te amo mãe.

*Thiago Grulha é formado em letras, cantor, compositor, poeta com uma alma extremamente sensível, escritor e acima de tudo uma pessoa maravilhosa. Super recomendo que visitem o blog dele.

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